É uma raça conhecida pela sua dupla função trabalho e carne, mas é nesta última que ela tem o seu futuro. Assim, a "Carne Barrosã", tem Denominação de Origem Protegida (DOP) por Despacho 18/94 de 31 de Janeiro (Diário da República II Série). São incluídas nesta as carcaças, ou as peças embaladas e refrigeradas, obtidas a partir de animais da raça Barrosã inscritos no Registo Zootécnico ou no Livro Genealógico. Podem beneficiar do uso da Denominação de Origem Protegida as carcaças de vitela, novilho e vaca, inscritos no livro de nascimentos ou livro de adultos do respectivo Registo Zootécnico/Livro Genealógico, ou peças delas provenientes nas seguintes condições:
O Agrupamento de Produtores inicia os abates com Denominação de Origem Protegida para vitelos em finais de 1996, que tem tido um enorme êxito comercial, abatendo trinta por cento de vitelos nascidos, podendo num futuro próximo aumentar. A adesão em massa dos produtores deveu-se ao elevado preço pago aos criadores e à ausência de intermediários.
O efectivo Barrosão caracteriza-se pela ocorrência de reduzida fertilidade média e, consequentemente, alargamento do intervalo entre partos; não se verifica sazonabilidade de partos. Quanto à taxa de fertilidade verificam-se, ainda, alguns problemas sanitários, no entanto é normal as vacas fazerem um parto/ano, sendo, ainda de referir que muitos destes animais são explorados em reprodução até à idades que ultrapassam os vinte anos, aumentando assim o intervalo entre partos.
O peso médio ao nascimento é de 26,58 Kg, tendo esta raça uma grande facilidade de parto, sendo raríssimo a ocorrência de partos distócicos. A idade normal de abate é entre os seis e os oitos meses, pesando em média 184 Kg de peso vivo para os machos e 169 Kg para as fêmeas, com pesos de carcaça que rondam os 94 Kg e os 85 Kg para as fêmeas, sendo este dados obtidos aos 207 dias para os machos e aos 211 dias para as fêmeas. Os rendimentos de carcaça, melhores nos machos, são baixos porque os animais são abatidos muito jovens. Os touros entram em reprodução aos dezoito meses de idade, no entanto nos touros testados é feita a colheita de sémen a partir dos dezasseis meses de idade. Estes touros normalmente seguem para os postos de cobrição natural que ultrapassam nesta raça o número de 400 o que justifica também o epíteto de raça com maior variabilidade genética da Península.