Raça Barrosã |
||
|
A Raça Barrosã é considerada uma referência emblemática da
bonivicultura portuguesa. Habitantes ancestrais das terras altas do
Norte de Portugal, os bovinos barrosãos possuem um
património genético único.
A raça apresenta aspectos morfológicos e histórico-evolutivos
muito peculiares, sendo ainda hoje difícil proceder ao seu
enquadramento no seio das restantes raças bovinas ibéricas. Esta raça esteve em perigo de extinção após ter sido sujeita a cruzamentos indiscriminados nos anos sessenta e setenta. Para travar o seu desaparecimento várias medidas de protecção foram adoptadas, incluindo o Registo Zootécnico iniciado em 1981. Em 2002, o número de animais aí registados era cerca de 7300. O Registo Zootécnico para além de permitir controlar a preservação de uma raça única, é fundamental para o estudo da mesma. Isto deve-se ao facto de ser necessário aprofundar a investigação sobre a estrutura genética das populações para esclarecer muitas questões que permanecem sem resposta. |
||
|
A gestão do Registo Zootécnico/Livro Genealógico era, inicialmente, da responsabilidade da Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho (DRAEDM) em colaboração com a Direcção Geral de Pecuária (DGP). Em 1993, essa gestão passa a ser da responsabilidade da Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã (AMIBA). A AMIBA foi criada em 1990 e tem actualmente aproximadamente 2800 associados. |
|
|
|
Mercê do rigoroso controlo com que é seleccionada e criada, a "Carne Barrosã" tem Denominação de Origem Protegida (DOP). O requisito essencial para a carne de um animal ser certificada como "Carne Barrosã - DOP" é ele estar inscrito no Registo Zootécnico/Livro Genealógico. A "Carne Barrosã" é comercializada pelo Agrupamento de Produtores de Carne Barrosã da Cooperativa Agricola de Boticas (CAPOLIB). |
||
|
A certificação com a garantia da Denominação de Origem Protegida é efectuada pelo Instituto de Certificação de Produtos Agro-Alimentares "Norte e Qualidade". |
||